quarta-feira, 9 de maio de 2007

Nocturno



Noites taciturnas
Medo profundo e obscuro
Algia intensa
Solidão imensa
Nem mesmo a lua me acompanha mais


Estou aprisionada nesse castelo
Olhos atônitos
A ermo, sigo por entre os corredores de braços, meu único
caminho, passagem obrigatória

Eles me seguram, me sufocam
Inutilmente tento me livrar
Enquanto isso, fitam-me os quadros à luz de velas
São rostos expressivos, paradoxo de horror e gargalhadas
Riem, riem muito da minha face de criança ingênua e apavorada
Debulho-me em lágrimas escarlates e cerro os olhos
Trêmula, desejo que esse pesadelo acabe
Mas as vozes permanecem


Poderia ser mais forte do que isso?
Quando ocorre o frêmito do desespero, o silêncio reina
O grito, na iminência de sair, queda na garganta
Estranho...
Não penso
Não me assusto
Nem me alegro
Fico impassível

Já não sei se é a paz, benevolente em sua essência, que veio me resgatar do desvario
Ou apenas uma premonição, de algo ainda mais nefasto que me aguarda no fim do corredor.


Não tem nada que magôe mais um ser humano do que brigar com alguém que se ama... TPM? É a velha boa desculpa das mulheres. Tristeza mesmo, pura e honesta. Não há porque fingir, não aqui.

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