sexta-feira, 14 de março de 2008

A Rosa


Vermelha, porque tingida de sangue
Crime passional em plena Manhattan
Tá, sejamos menos pernósticos
Num apartamento da Graça

Um prédio velho
Homem maduro que bebe whisky ao som de vinil

Vinho, ela pede
Não, ele diz
Por quê?, ela insiste
Por mim, ele ri

Egoísta, ela alega
Submissa, ele, fim.



Vergonha para seu ego balzaquiano
O orgulho anuncia que é hora de partir

Muda o disco, ele manda
Foda-se, ela diz
Por favor?, ele pede
"Ora, aprendeu com os gentis?!"

Não se vá, você gosta de Jazz...
Gosto, até mais que de você
Uma rosa?
Me deixe
Lhe dei uma rosa!
Me solta!


Um tiro.




PS: A todos, um Feliz dia da Poesia! (e um póstumo Parabéns aos grandes "piscibaianos" Glauber Rocha e Castro Alves)

Foto superior: Luciana Zacarias
Foto do meio: cena com a atriz Mia Kirshner, no filme Dália Negra.

4 comentários:

Daiane disse...

Olá Luciana!
quero agradecer pelo seu comentário no meu blog, o Antológico. gostei do seu comentário sobre o post da Norah Jones (rsrs). Sim, as vazes a novela serve pra alguma coisa. tambem captei a sua referência ao "apocalípticos e integrados" do umberto eco.
Quanto ao blog, estou tentando postar todos os dias, mas fica difícil pela falta de tempo, e quero focar sempre nos downloads, porque eles servem para democratizar a cultura (outro tópico de discussão interessante.)
É isso aí, volte sempre e vamos nos adicionar. fica o convite para estarmos sempre trocando idéias
Grande abraço,
Daiane
http://www.dgaraujo.blogspot.com/

Lais Tobias disse...

Muito bom o blog!
escreve muito!

parabens!

beijo

Nadja Pereira disse...

hahaha. Gostei, um apartamento velho da graça. Porquê?

rsrs. Eu criei outro blog, mas antes que me bata! Eu digo o porq. Eu estava me sentindo meu claustrofóbica e precisava desabafar. Como no do hitech eu vou falar de coisas menos pessoais, resolvi fazer q nem você e um único pra isso.

http://thenewsofmypaper.blogspot.com

beijocas mil!

jorginho da hora disse...

Na verdade, de uma forma ou de outra, tanto faz na graça ou em new york, o desfecho das relações é sempre o mesmo, basicamente.

Mais um abraço.

Divulgue

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